Noite do Mustang reuniu 50 modelos no Sambódromo

Evento mostrou a história deste mito da marca Ford

Por Marcos Camargo Jr.

Em noite especial, o Auto Show Collection reuniu 50 modelos de várias gerações na Noite do Mustang, para contar a trajetória deste clássico Ford. O evento contou com a participação do Mustang Clube de São Paulo, que tem 200 membros e mais de mil fãs cadastrados no site oficial. Com casa cheia, o público lotou a área da dispersão e as arquibancadas para acompanhar de perto o desfile da cavalaria.

Assim como os cavalos da raça Mustang, que foram trazidos pelos espanhóis para a América e vivem em grupos, os membros do clube mostraram a união em torno de uma lenda que ainda escreve sua trajetória. Na pista, o primeiro carro a desfilar foi um Mustang Mach 1 vermelho, 1973, mesmo modelo que estreou a primeira versão do filme 60 Segundos (60 Seconds), de 1974.

Outro modelo de destaque e rara beleza foi o Mustang conversível 1967, um dos mais raros, pois representava menos de 1/3 das vendas na época. Neste ano, três após o lançamento, o Mustang já acumulava 1,3 milhão de unidades fabricadas.

O modelo 1965 hard top (teto rígido) era um dos mais bonitos da pista. Valmir Carajeleascow, presidente do Mustang Clube de São Paulo, lembrou que o modelo tem forte associação com o público jovem: "Quem é apaixonado por rock, se identifica com o Mustang, que é símbolo de uma era onde surgiram artistas como The Doors, Pink Floyd e Rolling Stones".

Um modelo vitaminado a cruzar a pista era o Mustang Grandeur, com motor adicionado por blower e um scope, que roncavam para delírio do público. Os detalhes desta versão ficam por conta dos faróis especiais bi-iodo, frisos laterais e o teto de vinil marrom.

Outro modelo mais antigo, um Fastback 1968, mostrou a beleza das linhas criadas por Lee Iacocca. Neste ano chegava ao mercado o novo motor V8 Big Block 390, de 6,4 litros, alimentado por carburador Holley quádruplo que despejava 315 cv de potência no asfalto.

Depois, um Mustang 1966 conversível, exibiu toda a originalidade do carro que foi premiado no Encontro Paulista de Autos Antigos, em Águas de Lindóia.

Os fãs da customização viram de perto um modelo vermelho hard top com rodas pretas e pintura vermelha com faixa banca no capô, o que reforçou ainda mais o caráter esportivo do Pony Car.

Infelizmente, o encontro não teve representantes das gerações seguintes, caso dos Mustang fabricados a partir de 1974. Nesta época, o carro sofreu profundas mudanças, com motores bem menos potentes e apelo maior para o conforto, em detrimento do desempenho. Com o tempo, o carro perderia sua esportividade, para ganhar um status de carro compacto, o que só começaria a mudar na década de 1980, com a volta dos conversíveis e novos motores com injeção eletrônica.

 

Mustang para as novas gerações

Para o consumidor brasileiro, o Mustang sempre foi um carro de muito status e exclusividade. Em 1995 a Ford voltou a oferecer o carro por meio de importação, assim como já acontecia com o sedan Taurus, a pickup Ranger e o SUV Explorer.

O desfile teve 25 modelos da nova geração, lançada em 1994, e que chegou por aqui no ano seguinte. O modelo marcou a volta do Mustang aos seus bons tempos, com linhas clássicas e esportivas, nas versões GT e SVT Cobra.

Para equipar o cavalo Ford, estava disponível um motor V6 3,8 litros de 145 cv e o tradicional V8 302 de 4,95 litros com 215 cv na versão GT.

O Mustang 2005 abriu o desfile da geração atualizada, com desenho agressivo, equipada com o motor V8 de 300 cv. O estilo do carro remete ao passado com o conjunto óptico dianteiro circular, a grade preta que guarda o símbolo do cavalo, além de vincos fortes e traseira muito parecida com os modelos antigos, de lanternas triplas e emblema metálico no centro.

O modelo 2007 Shelby Cobra GT 500 desfilou exibindo a combinação da cor preta com faixa cinza fosca sobre o capô. Embaixo dele, o motor Supercharger V8 5,4 litros de 32 válvulas desenvolve 450 cv. O Mustang Bullit verde, fabricado em 2008, representou a série especial para lembrar o filme estrelado por Steve Mc Queen em 1968, onde ele dirige um Mustang pelas ruas e estradas de São Francisco.

Outro Shelby GT 500 modelo 2011 foi o mais novo representante do Clube do Mustang, que exibiu toda a esportiva desta lenda criada por Carol Shelby, na década de 1960. Valmir Carajeleascow lembrou que os novos modelos custam em média R$ 180 mil no mercado nacional, e que os modelos mais acessíveis, fabricados na década de 1990, custam atualmente R$ 45 mil no mercado de usados.

 

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