Como comprar um carro usado?

Confira as dicas de especialistas para fazer um bom negócio

Ed Globo

Feira de usados podem ser um bom lugar para encontrar uma oportunidade de negócio

Mercado voltando a ficar aquecido, preços convidativos e aquela vontade cada vez maior de investir num seminovo. Junte todos esses ingredientes e quase sempre surge uma boa receita. Mas para não sair perdendo no negócio, seja uma simples compra ou a troca por outro modelo, é bom ficar atento a uma série de detalhes. O primeiro deles é clássico: tome uma boa dose de paciência, pegue a calculadora e faça contas. Esse é um passo importante para quem planeja fazer uma aquisição.

“A melhor forma de adquirir um bem é fazer uma poupança para pagar à vista. Como nem sempre isso é possível, o consumidor acaba recorrendo ao parcelamento. Nesse caso, é importante que seu valor não ultrapasse 20% de sua renda líquida”, ensina Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Pode parecer um exagero para alguns, mas o fato é que a despesa com o carro – esclarece a economista – não se limita ao valor da parcela mensal: é preciso considerar IPVA, licenciamento, seguro obrigatório, apólice de seguro e manutenção (no caso de modelos usados), além do combustível.

O carro cabe em seu orçamento? Muito bem, tente apenas não se prender a prazos de pagamento longos demais para evitar prejuízo com o excesso de juro e a desvalorização do bem. Passe então a procurar um negócio seguro e vantajoso, afinal, além de escolher um veículo em bom estado é preciso correr atrás da melhor taxa de juro. “Por isso, vale lembrar que o consumidor pode recorrer à instituição financeira de sua escolha, ele não é obrigado a aceitar o que é imposto pelos lojistas”, esclarece a economista.

Na loja, atenção a todos os detalhes

Ed Globo

Na loja é preciso saber negociar o preços de compra e venda

Depois de escolher o novo “morador” da sua garagem, é importante brigar pelo melhor preço. Quem prefere a praticidade de negociar com lojistas deve estar preparado para assumir um certo prejuízo, principalmente se for trocar de carro. “A maior parte de nossos clientes entrega um veículo como parte de pagamento. Em geral, a depreciação imposta pelas lojas fica entre 15% e 20%, considerando um modelo em bom estado”, explica Mário Lúcio Cordeiro, gerente da Pró Auto Multi Marcas.

Já o vendedor Raphael Brandão, da WW Auto Shop, explica mais detalhes da negociação feita por lojistas. “Antes da crise, chegávamos a ganhar entre R$ 4 mil e R$ 5 mil na compra de um modelo, considerando os mais vendidos, que custam até R$ 60 mil. De lá para cá, esse lucro ficou entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. E ganhamos isso também na hora de revender o modelo”, conta o profissional.

Está certo que essa é a forma como os comerciantes sustentam seu negócio – custos com a loja, funcionários, impostos etc – mas vale pechinchar bastante e, claro, ficar atento ao melhor plano de parcelamento para não pagar taxas e juros demais. Por outro lado, Cordeiro e Brandão defendem que lojas confiáveis oferecem um negócio seguro e veículos de qualidade, inspecionados e com documentação em ordem.

Outra alternativa para o consumidor é tentar negociar diretamente com outro consumidor, sem intermediação de lojas. Pode ser a forma mais rentável de negociar, mas demanda muito mais cuidado. “Dificilmente existe parcelamento no negócio direto entre consumidores. Pode ocorrer por meio de financiamento. Mas, caso o vendedor aceite receber em vezes, é melhor que ele entregue o bem e transfira a documentação somente depois de receber o valor integral. É uma forma de evitar imprevistos desagradáveis”, recomenda Ione Amorim, economista do Idec.

A economista também lembra de um outra dica interessante: se você vendeu seu carro para comprar outro, lembre-se de enviar uma cópia – autenticada em cartório – do documento de transferência do seu veículo ao Detran ou Ciretran de sua cidade, assim o órgão de trânsito fica ciente da transação, ainda que o novo comprador (consumidor comum ou lojista) não transfira a documentação para seu nome.

Mecânica, eletrônica etc…

Ed Globo

Verificar o estado geral do carro também faz parte do negócio

Além da questão da negociação e da documentação, é preciso atenção a outros aspectos importantes antes de fechar o negócio. “Quem não entende absolutamente nada sobre automóveis deve recorrer a um mecânico de confiança para verificar o carro escolhido. Hoje em dia, é fundamental também que esse profissional esteja bem aparelhado para conferir toda a eletrônica do modelo, isso pode evitar uma compra mal sucedida”, alerta Rubens Venosa, proprietário da Oficina Motor Max.

Além dessa dica, bem tradicional, Venosa lembra de outro detalhe importante. “Em São Paulo, por exemplo, os carros aprovados na inspeção veicular podem ser uma boa alternativa para quem procura um seminovo em bom estado. A aprovação significa que o motor está em dia com emissões de poluentes, além de não apresentar vazamentos”, afirma Venosa, que lembra que a inspeção avalia também a emissão de ruídos e a existência de mangueiras mal conectadas. Para quem mora no Rio de Janeiro (RJ), vale o mesmo raciocínio, já que a cidade organizou a inspeção bem antes da capital paulista.

Mesmo assim, vale atenção ao estado dos pneus, indícios de colisões na carroceria (geralmente denunciados por retoques na pintura com tonalidade ou textura diferentes), indícios de infiltrações na parte interna etc, além de ser importantíssimo dirigir o modelo para checar se a suspensão, o alinhamento, a direção, os freios, a parte elétrica e o motor, evidentemente, não estão de mal a pior.

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