Renault Duster

Duster: impressões ao dirigir

Valente e com preço mais baixo que os concorrentes, SUV chega ao Brasil em 2011, com a bandeira Renault

por Carlo Valente, do  InfoMotori/Itália
para MotorDream

Marraquesh/Marrocos – Ao misturar a tendência internacional por carros com forte desempenho com o conceito de baixo preço típico dos Dacia, o Duster é destinado a quem quer gastar menos, sem sacrificar nada além do necessário. Para entrar num segmento ocupado por Ford Kuga, Volkswagen Tiguan e pelo " primo " Nissan Qashqai, o novo Dacia foi projetado sobre a mesma plataforma do Logan e Sandero. Concebido para os clientes que querem um 4×4 confiável, robusto e prático, trata-se de um modelo compacto, que consome pouco e tem um preço acessível.

Esteticamente, o carro transmite uma sensação de força graças a um olhar simples, mas moderno e atraente. Volumes bem definidos, considerados decisivos, são seu cartão de visita. Na dianteira. não falta personalidade, graças às linhas deliberadamente simples e limpas. O interior do Duster é muito confortável e espaçoso, pode acomodar até cinco pessoas.

O acabamento do console central é simples e austero, mas os instrumentos nem sempre respondem aos mandamentos da boa funcionalidade – deveriam rever a posição de alguns botões difíceis de ver durante a condução.  É um carro versátil que pode ir a qualquer lugar, disponível em duas versões: 4×2 e 4×4.

No modelo com tração integral, o modo 4×4 é ativado através do painel de controle equipado com um botão que controla a embreagem eletromagnética, diretamente herdada do Nissan Murano. A versão 4×4 é equipada com a nova transmissão TL8 de seis velocidades. 

Os preços do Duster começam em 11.900 euros, o equivalente a R$28 mil, para a versão 4×2 a gasolina. Os motores variam do tranquilo 1,6 a gasolina, até o elegante 1.5 dCi, a diesel, de 110 cv.  A Dacia oferece três níveis de acabamento, com ABS e ESC – controle de estabilidade – como padrão para todos. A garantia, outro fator importante, é de três anos ou 100 mil km. Em 2011, o modelo será fabricado no Brasil, Colômbia, Romênia e Rússia.

Veja o Duster em ação

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Primeiras impressões

Notável. Esse é o adjetivo mais adequado para o comportamento da nova SUV de baixo custo da Dacia. A introdução deste modelo cria um " precedente perigoso " para todos os outros fabricantes. Agora, na Europa, está disponível para venda um utilitário esportivo versátil e eficiente que tem um preço que é, por vezes, menos da metade de alguns dos seus concorrentes diretos.

Com o Duster, a Dacia parece ter apagado completamente o seu habitual conceito de " carro feio, mas interessante ". As linhas da dianteira bastante agradáveis e o visual musculoso são o suficiente para deixar claro que o Duster é um legítimo off-road. O cockpit traz o essencial e deixa uma aparência de vazio, mas a abordagem minimalista faz parte da sua filosofia. Talvez seja necessário rever alguns botões de comando do console central, como o que controla o ar condicionado, já que não são facilmente acessíveis. O assento é confortável, acolhedor e possui regulagem de altura. O condutor pode obter uma posição de condução adaptada ao seu gosto, sempre com um campo de visão satisfatório.

As rotas foram perfeitas para testar a qualidade off-road do carro. No Marrocos, foi possível enfrentar estradas irregulares, pontilhadas com buracos, pedras e cheias de armadilhas. As cidades parecem pistas de obstáculos, sempre testando os reflexos do motorista, que precisa se proteger dos motociclistas que dirigem em rota de colisão sem qualquer menção de mudar de faixa. Carrinhos volumosos e sobrecarregados puxados por burros, crianças sorrindo e jogando futebol são outros " obstáculos " comuns nas vias locais.

Em off-road, especialmente no deserto, houve a oportunidade de testar o carro nas condições mais adversas. Foram abordadas sem medo inúmeras condições de off-road duro e puro. Um botão perto da alavanca de velocidades permite mudar a tração de 4×2 para 4×4. Durante o teste, foi possível percorrer um percurso especialmente desenhado para avaliar o comportamento dinâmico do carro, em encostas íngremes ou com buracos. E o 4×4 da Dacia foi simplesmente perfeito, praticamente “ imparável ”. O motor topo da gama, o 1.5 dCi de 110 cv, sempre disponibiliza potencia suficiente. O  peso reduzido do carro – que sem enfeites desnecessários, é particularmente leve para um SUV  – também ajuda no desempenho.

A imagem de um carro é obtida pela análise de ponto de ponto. E o novo Dacia Duster é um carro destinado a ser comentado, além de irritar muitos concorrentes nobres. Agora, os consumidores – por equanto, apenas os europeus – sabem que podem tomar o volante de um 4×4 pronto para qualquer desafio, e a um preço inferior ao de determinados carros modernos. Tudo indica que o Duster pode provocar um pequeno terremoto em mercados de todo o mundo.

Novo Astra acelera de olho no Golf

Fonte: Motor Dream

Lançamento

Novo Astra acelera de olho no Golf

Novo modelo da Opel é testado na Europa e quer morder o mercado do médio da VW

Bucareste/Romênia – O novo Astra representa uma evolução lógica para a Opel. A  versão, maior e mais longa, tem como atração principal seu design. Considerado pela Opel como uma revolução, pelo menos em termos visuais, o atual Astra em nada lembra o modelo anterior. Talvez somente pelo logotipo.

Os faróis dianteiros foram reestilizados para dar uma imagem mais dinâmica, com uma forma semelhante aos olhos de uma águia. Para enfatizar a imagem esportiva, a grade de motor, onde fica localizada o emblema da Opel, foi alongada. Na traseira, as lanternas têm um design bastante dinâmico.

O motor testado foi o 1,6 litro de 115 cv movido gasolina. Que não tem a potência suficiente para colar o motorista no assento, mas possui um consumo digno de um carros desse porte, obviamente, dependendo de como é pressionado o pedal do acelerador.

A excelente aderência do carro não decepcionou, pelo menos em uma primeira impressão. Os primeiros cem metros à bordo do Astra podem ter deixado um gosto amargo. O motor pareceu mais bacana nos números do que na pista. O passeio estava tranquilo e calmo até que os botões no painel, "Sport" e "Tour", foram vistos.

Com eles, o condutor pode decidir ser o homem que cuida da família ou um adolescente que sonha com um Lamborghini ou Ferrari. No "Tour" o Astra é comporta normalmente, às vezes até decepciona. A suspensão fica demasiadamente mole e o motor parece ser estrangulado pelo carro.

A vida tem um novo significado quando se pressiona o botão "Sport". Os amortecedores enrijecem, o motor começa a mostrar sua vivacidade e o carro é quase perfeito. A razão para se ter um botão "Sport", quando se poderia conceber uma dinâmica esportiva ao veículo o tempo todo, é respondida, provavelmente, pelo marketing. Em algumas situações, é importante ter um carro “calmo" com velocidade que pode ser controlada.

No modo "Sport", o novo Astra reage como  o esperado, em total sintonia com o motor a gasolina de 1.6 litro de 115 cv. Desempenho digno, consumo decente, design nota máxima. Exatamente do jeito que os jovens gostam, eles que são justamente o público alvo deste modelo.

Se o design do novo Astra é melhor do que o do Golf VI, a qualidade dos materiais e sua construção está em desvantagem. O excesso de plásticos e materiais menos nobres a bordo causam rangidos na cabine. No entanto, o Astra não é só um pouco mais barato que seu concorrente. Em alguns locais de Europa a diferença no preço pode chegar a cerca de 2 mil euros – quase 10%. Na Europa, o novo Astra custa a partir de  20.500 euros,  o equivalente a R$ 47 mil.

SEGREDO! – Veja como deve ficar Citroën C2

A agência AutoMedia divulgou uma imagem de projeção sobre o Citroën C2, uma evolução do conceito apresentado em Frankfurt
Texto: Rodrigo Samy
Fotos: AutoMedia

A agência AutoMedia divulgou uma imagem de projeção sobre o Citroën C2, uma evolução do conceito apresentado em Frankfurt.

Recentemente, as lentes da Agência AutoMedia flagraram o modelo da marca francesa, C2, durante a temporada de testes.

O 2CV reeditado deve ganhar as ruas a partir do Salão do Automóvel de Paris, em 2012. Ele também deverá abandonar o nome tradicional e passará a usar o já tão comentado DS2 ou DS2i. Olhando rapidamente para imagem, ou mais de perto, dá para entender que existe um teto-solar semelhante ao do C3 Pluriel. A dúvida que pairou no ar é sobre o armazenamento do item.

Fonte: MSN Automóvel

Hyundai revela Sonata híbrido

Sedã ganha nova dianteira para versão com motor elétrico

Hyundai

Hyundai Sonata Hybrid 2011
 

A Hyundai aproveitou o Salão de Nova York para exibir seu novo modelo, o Sonata Hybrid. O sedã tem a responsabilidade de se tornar o carro chefe de tecnologias híbridas da marca sulcoreana, chamando atenção não apenas pela motorização, mas também pelo visual, que busca se destacar no segmento. Não foram divulgados os preços de venda nem a data em que ele chegará às concessionárias da marca nos EUA e Europa.

Hyundai

Com o crescente interesse por veículos híbridos na Europa, a Hyundai decidiu adaptar o Sonata para que ele ganhasse essa opção. O modelo passou a carregar novos farois de leds e novos parachoques dianteiros e traseiros. Na motorização, o sedã traz um propulsor a combustão a gasolina 2.4 de injeção direta e um elétrico de 40 cv de potência.

Hyundai

Se acionado apenas o motor elétrico, o Sonata pode aceletar até 100 km/h. Com o funcionamento combinado, a motorização desenvolve 211 cv de potência. O consumo fica na faixa dos 15,7 km/l – um número maior do que seu principal rival, o Toyota Camry híbrido.

Hyundai

24 Horas de Nürburgring terá Aston Martin Rapide

Carsale – A Aston Martin anunciou que participará da tradicional 24 Horas de Nürburgring, na Alemanha, entre os dias 15 e 16 de maio, com o seu cupê de quatro portas Rapide. A versão de produção do esportivo foi apresentada pela primeira vez em setembro do ano passado durante o Salão de Frankfurt, também na Alemanha. Para participar da corrida, o Rapide contará com um propulsor V12 modificado sob o capô.

Segundo a Aston Martin, a versão de competição do Rapide recebeu poucas alterações e está com um padrão bem próximo do modelo convencional. Dentre as principais modificações feitas no cupê estão o acréscimo de itens de segurança obrigatórios, remoção de estofamentos e outras peças dispensáveis, para contribuir com a redução de peso do veículo, ajustes na suspensão e pneus slick, projetados para a utilização em pistas de corrida.

 

Para Ulrich Bez, presidente da Aston Martin e chefe da equipe de pilotos da marca, o Rapide será mais uma prova de que os modelos fabricados em Gaydon tem obtido sucesso nas provas de resistência. "O Rapide tem capacidade para transportar quatro pessoas com conforto, mas, em primeiro lugar, é um carro esportivo e vamos submetê-lo aos mesmos testes que os nossos outros carros esportivos", ressaltou o executivo. Mais informações sobre o Rapide que estreará na 24 Horas de Nürburgring serão divulgadas pela fabricante antes da prova.

Dodge anuncia versão final do Viper

O adeus a um bólido

Carsale – Quem imaginou que o ACR-X seria a versão de despedida do musculoso Dodge Viper teve uma surpresa nesta terça-feira (6). A montadora americana, integrante do grupo Chrysler, anunciou a Final Edition, a série final do Viper SRT10 que fará parte da gama 2010 do superesportivo e será limitada a apenas 50 unidades do modelo. De acordo com a Dodge, a Edição Final estará disponível nas versões cupê, roadster (conversível) e ACR (American Club Racer) e virá com carroceria pintada na cor exclusiva Grafite Clear Coat. Para se diferenciar das outras versões do Viper, a Final Edition será "cortada" por uma faixa central preta com detalhes em vermelho e emblemas que identificam a série. As configurações cupê e ACR trarão também teto em preto.


O interior é decorado com costuras em vermelho, mesma tonalidade dos mostradores dos instrumentos e insertos de aço inoxidável no centro do console. Logo acima da alavanca do câmbio está fixada uma placa com a numeração de série do modelo. Os tapetes também são exclusivos e exibem a inscrição Final Edition. As versões cupê e roadster do superesportivo vem com rodas de seis raios pintadas de cinza escuro (Anthracite), enquanto o modelo ACR ostenta rodas de cinco raios Sidewinder, pintadas de preto.

E como diz a própria Dodge, o venerável V10 de 8.4 litros continua sendo o coração do Viper. Seus mais de 600 cavalos de potência e 77,4 kgfm de torque empurram o superesportivo até os 100 km/h em menos de quatro segundos. De acordo com a montadora do grupo Chrysler, a produção da Final Edition terá início em meados deste ano e será dividida da seguinte forma: 20 exemplares na versão cupê, 18 roadsters e 12 ACRs.

Maverick GT: fuja da rotina

Cupê esportivo nacional volta à plena forma depois de longa restauração

Renato Bellote// Fotos: Fabio Aro

Fabio Aro

Ford Maverick GT 1973

A década de 70 foi única sob vários aspectos. A moda abusou do exagero criando looks marcantes. A música embalou milhões de mentes que buscavam apenas liberdade de espírito. No campo automotivo a crise do petróleo tirou os beberrões das ruas, mas não sem antes dar espaço a algumas máquinas inesquecíveis.

É interessante salientar também que o mundo passava por um período de transformações. Guerras, novas tecnologias, fim dos Beatles, morte do rei do rock Elvis Presley. Realmente foram anos que não passaram em branco. Aliás, a própria televisão em cores passou a marcar presença nos lares brasileiros.

Fabio Aro

Estávamos vivendo o chamado ”milagre econômico” e foi uma época de grandes esportivos equipados com motores de oito cilindros em V. É o caso deste belíssimo Ford Maverick GT, na cor Laranja Mandarin, que saiu da linha de montagem exatamente no dia 13 de dezembro de 1973. E ninguém melhor do que o dono da máquina, Reinaldo Silveira, para contar essa história em detalhes.

O título da matéria nos remete ao slogan que a empresa criou com o intuito de estimular as vendas. Nesse período ele tinha concorrentes de peso e disputava a atenção com o Dodge Charger R/T e o Chevrolet Opala SS, isso sem falar do Puma GTB S1, que chegaria mais tarde esquentando a briga.

Fabio Aro

Entre uma série de curiosidades sobre o carro, uma se destaca: quase que o modelo não veio para o Brasil. A Ford estudava a idéia de trazer o europeu Taunus em seu lugar. Mas o sucesso do Maverick nos Estados Unidos fez com que a diretoria mudasse de idéia. Até se comenta que um laboratório feito com possíveis compradores apontou a escolha da primeira opção, mas o norte-americano acabou sendo lançado.

Fabio Aro

Esse clássico nacional chama a atenção à distância. As faixas pretas na carroceria evidenciam seu espírito esportivo. Como muitos veículos antigos esse também passou por um rigoroso processo de restauração. “O trabalho durou oito meses, de dezembro de 2006 a julho de 2007. Suspensão e embreagem novas, motor retirado, pintado e todos os selos substituídos. Coletores de exaustão aluminizados. Sistema elétrico novo. Interior original, com bancos de couro respeitando o padrão de fábrica. Essa restauração foi conduzida pelo João Rondini, com resultados muito bons”, conta Reinaldo.

Uma das características mais marcantes é o ronco do veoitão, que não passa sem ser notado. Ele recebeu um carburador quadrijet da Holley, comando de válvulas Crane 272/278º, coletor de admissão Edelbrock de alumínio, distribuidor Mallory e ignição Crane. O sistema de escapamento é um 8×2 e o Ford despeja aproximadamente 260 cavalos brutos no asfalto. E tem mais: “o câmbio é um Tremec T5 e o carro ainda tem freios a disco nas quatro rodas e utiliza pneus Cooper Cobra 225/60 R14 na frente e 245/60 R14 na traseira”, salienta o proprietário.

Fabio Aro

Reinaldo também conta que tem outras máquinas na coleção, mas o cupê da Ford tem uma história especial. “A mais marcante é que sempre quis um Maverick, que acabou sendo só o terceiro carro antigo que adquiri depois do Landau 1981 a álcool e do Charger R/T 1978”, ressalta. “Logo que comprei meu pai ficou muito contente, pois sabia da minha vontade de ter um deles. Então ele foi para a restauração e sempre me perguntava quando ficaria pronto. Infelizmente o processo somente terminou dois meses após seu falecimento”, diz.

Fabio Aro

O GT segue se destacando no trânsito e também na passarela. Ele participou dos desfiles dos dois últimos eventos chamados de “Maverick Night”, realizados no sambódromo do Anhembi. Além disso, sai para esticar os músculos a cada quinze dias, sempre abastecido com gasolina aditivada.

Desse modo o esportivo marcou vidas, deixou lembranças e, mesmo após trinta e seis anos, segue fascinando as pessoas de espírito jovem e apaixonadas por carros. No caso do Reinaldo ele passou a simbolizar também, de certo modo, um elo forte e eterno entre pai e filho.

Fabio Aro
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